SinalVetor— BR/2019 Agendar conversa
Sobre a escola — capítulo 02

Sete anosensinando a duvidarcom método.

Começamos em 2019 numa sala alugada em Pinheiros, com nove alunos, uma lousa branca e a convicção de que o Brasil precisava menos de cursos de ferramenta e mais de uma cultura honesta de leitura de dados. Em sete anos formamos 1.842 profissionais, escrevemos um manifesto que nem nós cumprimos sempre, e seguimos pequenos por escolha.

Como começamos

Uma escola fundada em torno de uma frustração específica.

Helena Vasconcelos, então líder de analytics em uma varejista nacional, percebeu que recrutava ano após ano profissionais tecnicamente brilhantes que não sabiam discutir um modelo. Sabiam construir, sabiam treinar, sabiam plotar — mas travavam diante da pergunta: e por que devo confiar nessa resposta? A SinalVetor nasceu para ensinar essa segunda parte. A primeira já tem escola demais.

Sete anos depois, mantemos turmas pequenas, mantemos o critério de seleção por entrevista e mantemos a recusa de transformar a escola em plataforma de assinatura. Crescer aqui é ter mais professores em atividade, não mais alunos por sala.

02O método

Três princípios que sustentam todos os programas.

Não são valores de parede. Cada um deles tem consequência didática direta — e cada um deles já levou a escola a recusar contratos comerciais.

i.

Estatística antes de ferramenta.

Nenhum programa nosso começa por uma biblioteca. Quando o aluno chega na ferramenta — e ele chega — já sabe nomear o que está pedindo a ela. O contrário produz consultorias que não conseguem defender o próprio resultado.

Princípio 01
ii.

Decisão antes de modelo.

Toda análise nasce de uma decisão a tomar. Um modelo bonito que não muda a decisão é entretenimento — e ensinamos a reconhecer isso a tempo, antes de seis meses de trabalho desperdiçado.

Princípio 02
iii.

Incerteza como linguagem comum.

A escola insiste em que a entrega final de qualquer aluno traga, lado a lado com o número, a margem de manobra do número. Isso muda a conversa com a diretoria — e, em alguns casos, é a primeira vez que ela acontece.

Princípio 03

Não somos contra a tecnologia. Somos a favor de quem continua pensando mesmo quando o algoritmo já respondeu.

Helena Vasconcelos · aula inaugural, turma 001 · 13 de março de 2019
03Linha do tempo

Sete capítulos da escola.

A história da SinalVetor cabe numa página — e isso é deliberado. Crescemos pouco, com paciência, e cada ano abaixo é uma decisão consciente de não acelerar.

2019

Primeira turma, sala alugada em Pinheiros.

Nove alunos, três professores, lousa branca. O programa rodava em finais de semana e o nome ainda mudava de versão para versão.

2020

Migração para o modelo híbrido — não voltamos.

A pandemia obrigou. O que descobrimos foi que parte significativa do método ganhava em rigor quando havia uma câmera ligada e um chat público.

2021

Primeiro contrato corporativo recusado.

Uma operadora pediu currículo customizado para evitar o módulo de incerteza. Devolvemos a proposta e mantivemos a postura.

2022

Lançamento da trilha integrada de doze meses.

Antes do que planejávamos, por insistência de egressos da turma 005 que queriam continuidade explícita entre programas.

2023

Coluna mensal — Letícia Camargo passa a publicar.

Texto curto, ensaio prático, estudo de caso. A coluna virou material didático na turma seguinte e segue assim.

2024

Mil egressos, primeiro relatório público de impacto.

Levantamento independente conduzido por egressos da turma 008. Disponível mediante solicitação à coordenação.

2026

Reformulação do programa de modelagem preditiva.

Capítulo dedicado a modelos hierárquicos e a discussão sobre o uso responsável de modelos de linguagem em rotinas analíticas.

Onde estamos

São Paulo, com presença ocasional em Recife e Porto Alegre.

A sede fica em Pinheiros, num edifício de 1962 reformado em 2019. As aulas presenciais acontecem aqui; o módulo remoto roda às terças e quintas à noite. Em Recife, uma turma anual em parceria com o Porto Digital. Em Porto Alegre, um intensivo de inverno que existe há quatro edições.

A escola é deliberadamente nacional: aceitamos alunos de qualquer estado, pedimos contexto local nos projetos finais e mantemos um programa de bolsas para profissionais do Norte e Nordeste — três por turma, financiadas por egressos.